Universo CatarinianoDiário de Catarinices... Que melhor sítio para esconder um Diário que à vista de todos? | |||
12 outubro, 2004Maria e RaquelRecentemente, o Universo foi descoberto pela Maria. Apesar de não a conhecer, a Maria tem o seu quê de Mãe... Passa por cá nas alturas mais certas, e deixa sempre uma palavra de apoio e conforto. É como dar colinho e uma festa no cabelo. Para quem tinha a ilusão de conseguir um Universo privado na imensidão da Internet, este tipo de descobertas acabam por ser deveras interessantes. O que será que nos leva a sentir empatia por palavras escritas por outros, que não conhecemos, e que provavelmente nunca conheceremos? A mim aconteceu-me com a Raquel. Também passou por cá por acaso, e levou-me até ao seu Livro do Pó, onde escreve maravilhosamente. De vez em quando tiro o Livro da prateleira e leio umas páginas – ler a Raquel transmite-me calma, tranquilidade. Não nos conhecemos, mas a Raquel inspirou-me uma empatia imediata, talvez por reconhecer nela o mesmo tipo de liberdade com que eu própria escrevo. Eu quando escrevo consigo ser mais genuína, mais verdadeira, mais eu. É como se tivesse uma capa de “estar sempre bem”, que posso tirar quando toda a gente se deita e fico com a casa só para mim, sozinha em frente ao ecrã. E escrevo descapada, desprotegida, genuína, o que me vai na alma. E não estou sempre bem, não sou sempre forte sem a minha capa. Por vezes sinto a necessidade de gritar ao mundo a minha fragilidade, que também a tenho, que preciso do apoio que faço questão de parecer que não preciso. Partilhar as minhas angústias num Universo aberto ao desconhecido, num Universo que não julga e não censura. Num Universo que não receita comprimidos e não me apresenta os sobrinhos das amigas. Num Universo de que fazem também parte empatias desconhecidas, como a Maria e a Raquel. catarinia @ 02:31
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