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30 outubro, 2004Hoje assisti à morte de uma pessoa. Uma morte estúpida, sem justificação possível. Queria esquecer rapidamente o assunto, mas não sou capaz. De cada vez que páro de pensar em qualquer outra coisa, volta a angústia. Volta o barulho da queda, voltam os gritos de aflição. O som das ambulâncias. O silêncio. O nó no estômago, um peso enorme no peito. A efemeridade da vida é uma coisa absolutamente chocante. A minha Mãe costuma dizer-me, quando acha que corro demasiados riscos, que para se morrer só é preciso estar-se vivo. Não devia ser assim. Para se morrer, deveria ser preciso ser-se muito velhinho e ter tido uma vida preenchida e feliz. Mas por causa desta efemeridade estúpida, em frente à minha janela hoje passou a haver uma família sem pai. catarinia @ 02:53
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