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8 janeiro, 2005o Amor não se diz, mostra-seComo é que se diz a alguém, que provavelmente não está à espera, “Eu amo-te”? Qual é a altura própria? Quais são as palavras certas? São dúvidas que me ocorrem, mas na verdade não me assustam; como não me assustam, aliás, a maioria das conversas. Agora, esta conversa em particular é uma conversa muito difícil de ter, não pelo que eu possa dizer, mas por aquilo que possa eventualmente ouvir. A verdade é que o que eu sinto agora parece-me demasiado valioso para por em risco, não quero ter de me obrigar a ultrapassá-lo. Isto é que me assusta, e assusta-me demais. É como se estivesse enredada numa teia de insegurança, com um medo inexplicável da certeza. E enquanto não estiver preparada para ouvir qualquer coisa , a dúvida, por mais pequenina que ela seja, ainda vai sendo mais confortável. É uma forma estúpida e cobarde de pensar e de agir? Pois possivelmente será. Mas também me parece que o Amor não se diz assim, com hora marcada. Talvez chegue o dia em que sinta e pense de maneira diferente, mais corajosa. Até lá, restam-me os pequenos actos de amor diários, e a fé na sensibilidade masculina para que sejam entendidos como tal. catarinia @ 21:01
Comentários
Fé na sensibilidade masculina? Como sempre, muito bem escrito. :) Afixado por Joana G. @ 11 janeiro 2005, 20:13 Denoto aí um certo tom de dúvida? Ela existe, Joana. Só não nos é dada a conhecer muitas vezes, mas lá que existe, existe! Afixado por catarinia @ 19 janeiro 2005, 16:17 |