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20 março, 2005sabe sempre a poucoQuando estou contigo, nunca me apetece vir embora. Estás sempre tão mais crescida, tens sempre tantas novidades para mostrar, que fico com a sensação de que se passaram séculos desde a última vez, e que perdi esse tempo todo de ti. Hoje de manhã acordei com a tua gargalhada. Nunca acordar tão cedo me soube tão bem! Tomei conta de ti a manhã quase toda, enquanto a tua mãe resmungava de sono e tratava de se arranjar, e o teu pai saiu para preparar a tua festa. Tinha tantas saudades de te apertar, de enfiar o nariz nesse teu pescocinho bem cheiroso e de te encher de beijocas! Eu sei que cada vez gostas menos que te aperte, mas eu estou a aprender a portar-me bem. A tua mãe também não me deixa, está sempre a dizer-me “Não a estrafegues!” É uma exagerada... Desta vez achei-te muito crescida e muito activa! Mostraste-me os teus brinquedos todos, estivemos a ler uma revista cheia de senhores muito bonitos, e ainda me ensinaste como é que se vai da sala até à cozinha, a andar sem a ajuda de ninguém: a gente apoia-se nos móveis e anda de lado, com muito cuidadinho; quando os móveis acabam, pomos as mãos na parede; e no bocadinho que falta olhamos para uma pessoa crescida, fazemos um grande sorriso e esticamos uma mão – é certinho que ela nos ajuda a chegar ao fim. Depois na cozinha ainda atirámos uma lata de bolachas ao chão e deixámos a Heidi lamber as migalhas, essa parte também foi gira. Trabalho de equipa, antes que a tua mãe ralhasse comigo! Depois chegou a hora da festa e estiveste toda a tarde muito simpática, apesar de toda a gente querer pegar em ti e não conseguires estar mais de dois minutos no mesmo colo. Estava muita gente na tua festa: os teus avós, os tios todos, muitos primos e muitos amigos. Como somos todos assim meio esgroviados, foi uma festa muito divertida! Não tenho fotografias porque me esqueci da minha máquina, mas a tua mãe prometeu fazer-me uma colecta. No fim estavas muito cansada. A tua mãe e o teu pai também. Quando vim embora já estavas a dormir, e eles estavam quase, quase! Não me apetecia nada ter de vir embora. Nunca me apetece quando estou contigo. Para a semana prometo estar de volta! catarinia @ 03:08
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