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22 junho, 2005estes conceitos modernos... ultrapassam-me!Hoje precisei de ir a Faro, e passei pela primeira vez no Largo da Pontinha depois de devidamente inaugurado, com todo o chinfrim a que o senhor que preside à Câmara aqui do burgo nos tem acostumado. Sem os taipais que escondiam as obras, portanto. E fiquei aparvalhada! Para quem prometia, num dos vários folhetins de propaganda mais vergonhosa que alguma vez me foi dado ver, "Uma das maiores e mais bonitas praças da Europa" (a citação é feita de memória, e eu uso a expressão "Uma das" em vez de "A" porque já não posso ir confirmar, e a expressão "A" parece-me excessivamente insana, mesmo para este senhor)... Pois, deixa muito a desejar. Diz-se no site da Câmara Municipal de Faro: "No género é uma das obras mais importantes do Algarve pela sua dimensão, beleza e estacionamento subterrâneo. Trata-se de uma das maiores praças do país com cerca de 8.000 m2, uma grande pérgola com jardim suspenso, uma grande zona com 16 jogos de água, 50 floreiras com laranjeiras, jacarandás e outras árvores e flores. Há ainda duas rotundas nos topos Norte e Sul, boa iluminação com candeeiros com pendões decorativos, etc." 8000 m2... 8000 m2 que poderiam ter sido arborizados, onde poderia haver recantos com sombra, esplanadas agradáveis... Enfim, uma praça bonita. Mas não, é apenas uma enorme calçada, à torreira da soleira, com uns repuxos de água no meio - que abunda e se pode desperdiçar - e a tal de pérgula, umas colunas de pedra à laia de mármore, que até pode ficar engraçada daqui a uns anos, quando as floritas encarrapitadas lá em cima crescerem - o tal "jardim suspenso". Das árvores que lá existiam restam quatro, mas "podadas" até à exaustão, na forma de "apenas tronco". E por todo o lado - mas mesmo por todo o lado - aqueles vasos horrorosos. As ditas floreiras, cubos para aí de 1 m3, com umas arvorezinhas lá dentro, coitadas, condenadas a definhar quando não puderem continuar a crescer, ou a ser eternas bonsai. Jacarandás em vasos... Ter-se-à o responsável por esta brilhante decisão, dado ao incómodo de ir ver as outras jacarandás que há pela cidade? De reparar no tamanho que elas atingem? Que conceito mais estranho de arborizar, de criar espaços verdes... No resto da cidade, a desculpa foi que não havia espaço para abrir uma caleira. Então e numa praça acabada de construir? Qual é a desculpa para se plantarem vasos, em vez de se plantarem as árvores directamente na terra? catarinia @ 21:22
Comentários
Então e o que é que o "Tino da Câmara" vai fazer aos 800 "caixotes" que mandou fazer? As tais floreiras !!!Há que plantar caixotes por toda a cidade!Há sitíos onde o espaço que soubra, quando lá colocam os caixotes, quase não dá para uma pessoa passar! Afixado por Pedro @ 22 junho 2005, 22:09 São estes o conceitos modernos de beleza: Empedrado e cimento por todo o lado...Mas as pessoas gostam! Ninguém se importa que se destruam casa antigas para fazer prédios, descaracterizando os bairos mais antigos; ninguém se importa a maior área verde da cidade seja o campo do Farense... Uma das praças mais bonitas e maiores da Europa??!! Só se a nossa Europa for daqui a Ayamonte!!! Afixado por andré @ 23 junho 2005, 12:30 Pois, infelizmente é assim mesmo. Em frente ao mercado é igual: um campo de pedra com meia dúzia de laranjeiras espalhadas. Nem quero pensar no Jardim da Alameda, depois da "requalificação". Esperemos que não lhe aconteça o mesmo. Afixado por catarinia @ 23 junho 2005, 17:59 Queria apenas fazer uma correcção: a maior área verde da cidade é o separador central da avenida Calouste Gulbenkian e não o campo do Farense. Obrigado. Afixado por J.Q. @ 24 junho 2005, 15:38 É verdade Catarina parece que existe um novo conceito arquitectónico muito original no que respeita à arborização numa cidade, limitando-se a calçar o chão com pedra, rodeado de umas quantas palmeiras que mais tarde secam, porque alguêm se esqueceu de as regar. Tal como em Faro, em Portimão toca-se pelo mesmo diapasão. Já agora, onde posso arranjar alguma informação sobre a cultura na capital da tua cidade, já que apenas sei que por aí existe cultura, mas não sei onde? Como podem criar uma capital de Cultura descurando o capital pormenor da divulgação e promoção? Afixado por HumbertotheWizard @ 26 junho 2005, 19:21 LOL! Bem João, muito obrigada por repores aqui a verdade dos factos! Pelo menos a verdade do senhor presidente... Se não fosse tão triste, chegava a ser hilariante! Humberto, essa é mais uma daquelas coisas incompreensíveis. Principalmente quando se pretende alargar a capital da cultura a todo o Algarve. Mas pelo menos já há um site oficial da coisa. Vai dando uma vista de olhos em http://www.faro2005.pt/ Afixado por catarinia @ 26 junho 2005, 22:27 |