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29 março, 2006mesmo a propósitoNo dia em que o primeiro ministro anunciou que a Ciência terá mais 250 milhões de euros no Orçamento de 2007, e que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou que cem dos 400 centros de investigação existentes em Portugal poderão deixar de ser apoiados... ...vale a pena ler este artigo, de Miguel Araújo, no Ciência Hoje. Não é novidade, não é um escândalo cabeludo, mas é verdade e não deixa de ser vergonhoso. «Endogamia nas universidades promove fuga de cérebros É ler o artigo completo aqui. 16 março, 2006nunca falha!Seja no cinema, no teatro, num concerto ou na fila para o pão... não importa onde. A verdade é que o gajo mais alto da zona fica sempre à minha frente. É matemático. Mais uma vez, ontem à noite tive oportunidade de testar esta regra mafarrica. Calhou-me herdar um convite para ir ver os Toranja no TMF. Chegando lá nem precisei de olhar para o bilhete, bastou-me procurar a cabeça mais proeminente da sala, que de certeza o meu lugar seria o de trás. E não é que era mesmo? Para compôr melhor o ramalhete, a cabeça mais proeminente coincide sempre com a que tem a cabeleira mais revolta e volumosa. E com a mais entusiasta e irrequieta. Ora, nem mais... Ao intervalo, fartinha de tentar encontrar os primeiros senhores por entre um monte de caracóis que não páram, troco de lugar com o Amiguinho do lado. Com o campo de visão muito mais desafogado, até parecia que tinha crescido uns 30 cm! Eis se não quando... Pânico! Pânico! Fiquei cega! Metade do tempo há um estafermo de um holofote com uma luz branca, brilhante e extremamente agressiva, a apontar do palco direitinho aos meus olhos. Então mas eu fiz mal a alguém? Que raio de hora para pagar pelos meus pecados... Ainda assim, e apesar dos azares de circunstância, foi muito bom. Intimista, como eu gosto. Com pouca gente, um som de qualidade e muita espontaneidade à mistura. E o que eu gosto destes senhores!
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Neste infinito fim que nos alcançou Na minha casa de paredes caídas Na praia deserta dos dias que passam No mundo onde tudo parece estar certo Para o país do esquecer o nunca nascido Na praia deserta dos dias que passam Por trás do fim Por trás do fim Mais um tiro que marcou Só queria estar bem aqui Para quê ser mais alguém Que é tão bom deixar andar Só queria estar bem aqui Já dançámos demais Toranja (Esquissos, 2003) 15 março, 20066 março, 2006é da vida!Olha, atrasei-me. Perdi o comboio... Berraria do outro lado do telefone. estou de saídaVou para Lisboa uma semana quase inteirinha. Domingo estou de volta. 2 março, 2006a arte da fuga
Diz-se no site do autor que «Este livro descreve a relação estabelecida entre o terapeuta (Daniel Sampaio) e um mágico apaixonado. Fala-se de intimidade, de amor e de violência. Confesso que a princípio não me despertou grande interesse. Psicologia clínica, um caso real... Estava à espera de um drama de fazer chorar as pedras da calçada. Não pensei que fosse gostar muito. Daí o ter sucessivamente deixado para depois, quando estivesse no espírito. Puro erro. Quando finalmente lhe peguei, não consegui parar até chegar ao fim. Foi, literalmente, uma noite em claro. Não é o tipo de livro que me costuma prender, mas ou está muito bem escrito, ou o caso é realmente peculiar e interessante, ou foi sem dúvida uma noite muito no espírito. Ou tudo ao mesmo tempo, ainda não consegui decidir-me. Talvez por isso, ontem à noite voltei a pegar-lhe. Não li tudo de novo, só algumas páginas que tinha assinalado. E mais uma vez, a mesma passagem que se destaca: «A intimidade é essencial para a vida. É o que conseguimos quando somos capazes de estabelecer uma relação próxima com alguém, permitindo ultrapassar o isolamento que nos inquietava. Uma experiência de intimidade põe-nos em profundo contacto com o outro, partilhando vivências em várias áreas ao mesmo tempo, quase sempre com a esperança de que essa mútua construção do real não acabe depressa e nos devolva a solidão de que fugimos.» Daniel Sampaio, "A Arte da Fuga" (1999) 1 março, 2006que magnífica revelação nos trás esta imagem?![]() Para além de uma excelente noite de folia carnavalesca em boa companhia, com direito a jantarinho de nível, pinga da boa e um fantástico concerto dos eites a preceito... ...A DOMÉSTICA NÃO SOU EU!!!
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