Universo CatarinianoDiário de Catarinices... Que melhor sítio para esconder um Diário que à vista de todos? | |||
24 fevereiro, 2006é a carestia, estúpida!Hoje fui às compras, naquela superfície comercial deveras conhecida por ter um elefante como mascote. A seguir fui ao cinema, daí ter tido ainda umas horas de inocente descanso. Cheguei há bocadinho. Tive de deixar o carro em cascos de rolha, porque aqui a rua está toda esburacada, cheia de paralelepípedos e pedras da calçada cuidadosamente amontoados pelos cantos, umas magníficas baias de protecção estrategicamente colocadas no meio da estrada e carros estacionados à campeão, a ocupar o lugar de dois (ainda há-de vir o dia em que me darei ao trabalho de vir a casa, voltar lá a baixo de paliteiro em punho, e carinhosa mas impiedosamente, espetar um palito no pipo de cada pneu destes queridos - estragar não estraga, mas dá um trabalhão do caneco! Só é pena haver um mecânico já aqui ao lado, deve ter para lá uma bomba qualquer que enche os pneus num instantinho...) Mas voltando à história: aqui a rua está um caos, portanto. Lá vim eu carregadinha que nem uma moira, fiz o percurso de obstáculos do carro até à porta com os sacos todos na mão, onde tive que os largar porque o estupor do sensor da luz está mal direccionado e às escuras não consegui acertar com a chave na porta. Depois lá fiz a ginástica do costume para tentar segurar o raio da porta a ver se não se fechava enquanto eu apanhava as compras que entretanto se tinham espalhado pelo chão, e equillibrava o último saco no dedo mindinho, e nisto tudo a porcaria da luz sempre a acender e a apagar. Uma comédia. Lá chego finalmente cá a cima, consigo abrir a porta sem deixar cair nada, esquivo-me da gata que se me enrola nos pés, dou um golpe de ancas na porta que me sai com mais força que o pretendido e fecha num estrondo que deve ter acordado o prédio inteiro. Pronto, já cá estou, lar doce lar, amanhã tenho de ver se não me cruzo com nenhum vizinho. Arrumei a tralha toda no sítio e finalmente pude sentar-me calmamente no sofá, com um cházinho e o talão das compras. E pronto, chego ao ponto crucial do desabafo: o talão das compras. Vai tudo muito bem por ali a baixo, até dar de caras com um valor de 6,75€. Por uma courgette amarela. O quê? Não pode ser! Devem-se ter enganado e isto quanto muito é o preço do kilo. Não era, o preço do kilo também lá estava: 26,99€. O quê??? Então mas eu vi o preço das courgettes e não era nada disto!!! Pois, mas deve ter sido das verdes. Pelos vistos as amarelas são muito mais caras. 6,75€ por um estafermo de uma courgette, UMA ÚNICA, 250g, só porque é amarela e não é verde! Mas afinal o que é que o amarelo tem de tão especial que se faz pagar a preço de ouro? Estou chocada, pronto. Acabei de pagar uma fortuna por uma coisa de que nem sequer gosto muito, só para ser uma menina bonita e tentar comer mais legumes. Uma fortuna! E nem sequer gosto daquilo! Dói-me a carteira. E o orgulho. catarinia @ 02:33
Comentários
Às vezes a ignorância é uma benção. Porquê que fose ver o talão? Afixado por psi @ 8 março 2006, 12:36 Eu acho que os verdes é que estão bem... O espírito da revolta tem de ser incutido é nos "não verdes"! Afixado por catarinia @ 8 março 2006, 15:41 E agora a costumeira pergunta do estúpido: Ca diabo é uma courgette? Se ainda não reparaste, estrangeirismos não são o meu forte, capicce? Afixado por Roma @ 18 março 2006, 21:51
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